Custo do seguro automóvel desceu 71 euros

Os portugueses pagaram no ano transacto uma média de 241 euros pelo seguro de um automóvel com as coberturas mais comuns, um valor que representa uma queda de 23 por cento face à despesa habitual com o mesmo serviço em igual período de 2006, ano em que os prémios anuais rondavam os 312 euros.

A diminuição nas verbas cobradas pelas seguradoras verificou-se inclusive perante um aumento da sinistralidade, embora esse incremento se fique essencialmente a dever às ocorrências de gravidade reduzida, como explica o estudo da Associação Portuguesa de Seguradores (APS). Ainda assim, as indemnizações atribuídas pelas empresas do sector atingiram a barreira dos 1.42 mil milhões de euros, um agravamento relativo quando se compara com a importância que havia sido paga em 2009 (1.38 mil milhões).

De acordo com o relatório houve um total de 853 mil sinistros segurados em 2010, ou seja, mais 71 mil do que no ano anterior, o qual lhe serve de comparação, tendo o custo médio das companhias seguradoras sido de 1.663 euros.

Porém, os números são “pouco expressivos” na opinião de Miguel Guimarães, director-geral adjunto da APS, já que o segmento lusitano engloba um vasto universo superior a sete milhões de viaturas com diversos tipos de apólices a ganharem terreno, sobretudo as que envolvem cobertura de “danos próprios” e “pessoas transportadas”, cuja activação se verifica, respectivamente, em 48 e 74 por cento dos contratos em vigor.

Milhares de condutores não têm seguro
As comunicações da APS continuam, no entanto, a alertar para o “facto preocupante” de que perto de um quarto dos condutores que circula nas estradas nacionais não se encontra protegido pelo seguro mais adequado às suas necessidades, pois 25 por cento daqueles opta somente pela cobertura obrigatória em Portugal (responsabilidade civil), cuja abrangência se cinge apenas aos danos sofridos por terceiros, não contemplando quem segue ao volante.

Tendo em conta a subida de sinistralidade que se tem constatado, a APS defende, por isso, que a prevenção de qualquer condutor não se restringe ao cuidado no asfalto, deve também passar pela adição da cláusula de “pessoas transportadas” aos seguros que detêm, uma vez que só dessa forma poderão mais tarde vir a ter acesso a ajuda em caso de acidente, naturalmente mediante os trâmites do acordo assinado.

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