PPR e os beneficios Fiscais – uma opinião pessoal.

Como todos sabemos existe uma tendência natural do cliente bancário Português de deixar tudo para o último dia. Tal tendência por vezes levam os cliente bancários a valorizarem apenas os benefícios fiscais como principal factor de rentabilidade por um produto que a generalidade das vezes é efectuado por um período de tempo alargado, isto é, até à idade da reforma.

Muitos dos potenciais subscritores dos Planos de Poupança Reforma não avaliam o impacto que tal disponibilização de capital para captação do benefício fiscal o que poderá representar um mau negócio.

A informação sobre este tipo de produto é imensa bem como a oferta por parte dos bancos. Na verdade é possível encontrar Planos de Poupança Reforma com capital garantido e sem capital garantido, com rentabilidade garantida ou sem rentabilidade garantida, indexados a taxas de referencia, a índices de acções ou cabazes de acções, a obrigações, etc..etc…

Mas na altura do cliente subscrever tal produto o que apenas vê é BENEFÍCIOS FISCAIS.

Vou-vos dar um exemplo de como a subscrição de um Plano de Poupança Reforma pode ser um mau negócio.

Imagine que possui 25 anos, logo o prazo até à reforma seria de aproximadamente 40 anos. Decide aplicar 2.000 euros das sua poupanças num PPR comum com taxa garantida de 4%.

Acredite que esta taxa de juro actualmente é muito difícil de encontrar em Mercado Português, mas mesmo que fosse valeria a pena?

Acredito que existe outro tipo de investimentos que devolvem maiores rentabilidades a longo prazo e com risco reduzido, e por incrível que pareça, o Mercado de Acções é um exemplo claro dessa crença.

Apesar de pensar que é no Mercado de Acções que o risco maior habita, digo-lhe que concordo, mas também lhe digo que o tempo cura todas as feridas mesmo as causadas pelo risco.

O que quero dizer é que para um prazo de 40 anos o Mercado de Acções apresenta risco quase nulo e ainda todos os indicadores históricos montram que as principais praças revelam rentabilidades bem acima dos 10% ao ano nos últimos 20 anos e ainda que a nossa bolsa de valores PSI20 revela uma tendência superior a 10% mesmo nos últimos anos de instabilidade económica.

E AGORA PENSA AINDA NOS BENEFÍCIOS FISCAIS…?

Acrescento ainda que na generalidade dos casos os Planos de Poupança Reforma possuem encargos, nomeadamente, custos com emissão de apólices, comissões de subscrição e gestão, etc… que penalizam severamente a rentabilidade do produto.

Este tipo de investimento leva-me a acreditar que os aforradores Portugueses que valorizam este tipo de aplicação em troco de benefícios fiscais não valorizam o seu dinheiro, logo, se o aplicarem num produto sem risco incorrem no mesmo risco.

Quero dizer, o dinheiro que deixam de ganhar por aplicar num produto desta natureza em muito que ultrapassa o investimento efectuado e se o ganho é menor ao investimento temos prejuizo. Certo…

Pensem bem e acompanhem o Produtos Bancários e simplifiquem a vossa oferta bancária…

Abraço…

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